Validade das teorias materialistas vs teorias espiritualistas

Segundo o dicionário da Porto Editora, a palavra teoria significa:

1. sistema coerente dos conceitos, princípios e técnicas na base de determinado objecto de estudo

2. conhecimento sistematizado sobre determinado domínio

3. ideia ou sistema que resultam da especulação ou de conjecturas

4. hipótese não testada experimentalmente que se apresenta como explicação de determinada circunstância ou fenómeno em relação aos quais existem dúvidas

5. representação racional ou ideal de uma realidade

(…)

No entanto, no paradigma científico vigente, quando a teoria é sobre a possibilidade da vida continuar após a morte do corpo físico, parte da comunidade científica (a que defende o paradigma actual), considera essa hipótese absurda, indicando que a mesma não tem fundamento científico nenhum.

Ironicamente, essas tomadas de posição são logo à partida muito pouco científicas!

Vejamos:

Embora os materialistas afirmem que até ao momento nunca ninguém conseguiu provar que existe alguma coisa para além da matéria, o contrário também é verdade, até ao momento nenhum cientista materialista conseguiu provar que não existe a realidade espiritual, logo as teorias espiritualistas (desde que bem fundamentadas) são tão válidas como as materialistas.

Mas mais grave, é a completa indiferença perante as evidências científicas da vida para além da morte que vão sendo apresentadas (chamo a atenção para o facto de ter escrito evidências e não provas). Desde meados do século XIX, até aos dias de hoje, bastantes estudos sérios (espíritas e não espíritas), têm apontado para evidências fortes nesse sentido, mas ao que parece, essas evidências não merecem credibilidade, pois aquilo é impossível e todos sabem disso, ou em alternativa, quando alguém respeitado na comunidade científica decide estudar de forma imparcial essa possibilidade, e obtém conclusões diferentes do que os seus pares esperavam, é ostracizado (exemplo, Sir William Crookes).

Esta é a atitude que as pessoas de ciência não deveriam ter, fazendo lembrar os erros que se cometeram no passado, como quando Galileu afirmou que era a terra que andava à volta do sol, pois segundo a crença e os conhecimentos da época, essa era uma hipótese irreal.

Hoje os conhecimentos e crenças são outros, mas os resultados práticos são os mesmos.

Investigações como as do Dr. Ian Stevenson (não era espírita), Dr. David Fontana (também não era espírita), Eng. Hernâni Guimarães de Andrade, entre muitos (muitos) outros, já mereciam um olhar atento e sério da comunidade científica oficial.

Este texto não foi escrito segundo o novo acordo ortográfico.