Olhares sobre o Amor

1.Deus é  AMOR

Deus é ilimitado e plenitude. Amor é a expressão dessa plenitude. Quando o leitor age de maneira amorosa, as suas acções retornam na forma de amor. Assim aprende a amar. Você não vai ser amado pedindo às pessoas que o(a) amem, mas agindo amorosamente. O amor como substantivo pode ser complementado pelo amor como adjectivo: agir de maneira amorosa. Assim, quanto mais amorosamente você agir, quanto mais cuidadoso(a), compassivo(a) e atento(a) for, mais confiante e menos inseguro fica. Dessa maneira, terá mais Deus na sua vida, pois inclui o Todo, mesmo que seja num nível pequeno.

Precisamos dessa “pessoa expandida” para podermos crescer. Essa é a conexão entre o amor e Deus. O pintor Van gogh dizia que quanto mais estudava, mais percebia que não há nada mais artístico do que o amor pelos outros. 

  1. AMOR a dois

Quando exploramos a questão do amor, do que significa amar, ser amoroso, vemos que estamos intima e indissociavelmente conectados com o mundo. E é aqui que começamos verdadeiramente a falar de amor. O casamento é uma instituição de que precisamos para nos despirmos totalmente. É a união de 2 egos. Nos casamentos védicos, p.ex., as duas frases que os noivos se dizem é: eu dou-te o meu coração, que os nossos pensamentos possam estar em harmonia. Casamento entre 2 indivíduos é uma peregrinação na direcção de um objectivo comum, ou seja, é um meio para um fim, não é o fim em si mesmo. Na base do amor, no casamento tem de estar o entendimento: 2 pessoas com 2 interesses diferentes entendem-se entre si  e isso traz uma mudnça na pessoa; faz com que ele ou ela seja capaz de confiar no outro. Depois, há o problema da confiança; ao nos tornarmos mais velhos, vamos gradualmente descobrindo a desconfiança e ela que faz a pessoa estar constantemente a procurar reafirmar-se. É por isso que hoje em dia o casal está sempre a  discutir; se as pessoas se amarem e confiarem haverão discussões? Nós só conseguimos relaxar na confiança. Se não houver compreensão, o casamento deixa de cumprir a sua função: ser uma fonte de bem estar emocional. Na aceitação de uma pessoa, o outro sente-se aceite. E nada, mas mesmo nada é mais comparável à sensação de sermos integralmente aceites por uma outra pessoa, e é a isso que se chama de amor – relativo, para o distinguirmos do amor absoluto. Então, já não se pode dizer: “querida, esse é um problema teu”. Compreender é caminho para a compaixão, que requer tempo para poder observar. É a compaixão que remove a dor.

Fotografia do filme “Amor”, realizado por Michael Haneke

  1. Determinação de Amor

Jesus dizia a Tiago, depois da sua conversa com Nicodemos sobre a reencarnação, que o “primeiro mandamento da lei é uma determinação de amor”. Porquê: “Com a lei do amor …compreendemos que o verdugo e a vítima são 2 irmãos, filhos de um mesmo pai”.

Não há ponto final para o amor.
Amor é vida e vida é eternidade.”
(André Luiz)

  1. AMOR à espécie humana

Estamos a perder o instinto de espécie.  Joanna de ÂNGELIS  dizia que o amor tem sido o grande modificador da cultura da civilização. E ela dá o exemplo do imperador Honório, governador do império Romano, era jovem e um pouco tonto das ideias, mas foi tão pressionado pelos cristãos eminentes, discípulos de Jesus, que foi ele quem fechou as escolas de gladiadores em 399, onde eram treinados assassinos. O exercício do amor na terra exige sempre o sacrifício de alguém ou de alguma coisa.

  1. AMOR: a busca pelo outro

Quando você conduz, não quer bater em ninguém, nem que ninguém bata em seu carro. Esse é o princípio básico do amor que tudo une como dizia Chico Xavier, pois bater noutro carro significa bater no próprio carro. Você não pode magoar ninguém sem magoar a si próprio no processo.

Platão, em O Banquete, fez Sócrates definir o amor como um vazio que procura preencher-se. Também filósofos como Sartre tinham como bandeira o amor e a liberdade. O mergulho que este filósofo fez em busca da procura do ser levou-o à frustração absoluta. Mas foi o seu amor pelos homens que o salvou, levando-o à conclusão que ele não buscou, mas que a própria consciência lhe ofereceu num gesto generoso – a de que toda a frustração do pensamento se converte em compensação quando mantemos acesa no coração a lâmpada do amor. O aspecto fundamental do amor é a busca pelo outro e se não houver compromissos cruzados das reencarnações anteriores e alguém encontrar facilmente o seu outro, a existência do par é tão feliz como pode ser na Terra. É o amor inalterável que une os dois seres, vencendo todas as dificuldades  e contratempos da existência. Nenhum outro pode substituir o outro e se um morrer, o outro continuará fiel à sua memória.

  1. AMOR: Afinidade

Sabemos que a afinidade é um fenómeno base no Espiritismo. Kardec refere-o várias vezes em Obras Póstumas, para falar da relação entre espíritos e médiuns. Em Céu e Inferno fala na questão da afinidade entre corpo e perispírito a propósito do nosso envolvimento com bens materiais.

Joanna de Angelis falava em amorterapia. “A conquista do amor é resultado de processos emocionais amdurecidos , vivenciados pela conquista do “eu”. O pensamento que irradia amor estimula a produção de enzimas pelos neurónios que respondem pela harmonia do sistema nervoso simpático . O amor dá alegria e isso estimula a multiplicação de imunoglubinas que preservam o organismo físico de várias infecções.